Como evitar?

supermercadoDe acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um em cada três habitantes dos países industrializados sofre anualmente intoxicações alimentares, transmitidas através das bactérias existentes nos alimentos. Em vésperas do Dia Mundial da Alimentação que se assinala a 16 de Outubro, a consultora em alimentação Solange Burri explica que o mais importante para se evitar as intoxicações alimentares em casa:

é não quebrar a cadeia de frio dos alimentos assim armazenados, cumprir os prazos de validade e as condições impostas para cada alimento e ter especial cuidado ao manipular separadamente alimentos crus e alimentos cozinhados, separando também os acessórios de contacto, tais como as colheres, as facas ou as tábuas. Manter os alimentos frescos ou congelados, em baixas condições de temperatura, protegidos do ar e assegurar sempre uma constante rotatividade dos produtos alimentares é a melhor forma de impedir uma intoxicação alimentar, de origem doméstica, quase sempre descurada pela maioria das pessoas.

Mais difícil é evitar as intoxicações alimentares fora de casa.

Por isso, se necessita de comer frequentemente fora de casa, prefira locais pequenos, que confeccionem pratos do dia, onde se prevê que os ingredientes sejam frescos. O ideal é recorrer aos restaurantes o mais cedo possível enquanto as refeições ‘não está à espera’ do cliente

É o que aconselha esta consultora em alimentação. Os alimentos frescos são, sem dúvida, muito mais perecíveis do que os restantes, razão pela qual exigem cuidados redobrados, na sua escolha, compra, transporte, armazenamento e até preparação. Solange Burri adverte que ao comprar alimentos frescos:

deve fazê-lo em locais de maior movimento, consultar sempre o seu prazo de validade, analisar a embalagem certificando-se que está intacta e verificar se os alimentos estão acondicionados de acordo com as respectivas instruções do fabricante.

Além disso, os alimentos frescos não devem de ser adquiridos em grandes quantidades e devem ser sujeitos às menores oscilações possíveis de temperatura, razão pela qual devem ser escolhidos no último momento de concretizar as compras, colocados em sacos isotérmicos e repostos no frio assim que chegarmos a casa.

Os alimentos proteicos, de origem animal, são os mais procurados pelas bactérias. Alimentos como os ovos, o leite, a carne e o peixe, quer no seu estado fresco, quer incorporados num produto processado, são facilmente contaminados e capazes de, em poucas horas, causar problemas diarreicos ao consumidor. Por este facto, devem pois assegurar-se as respectivas condições de armazenamento e consumi-los tão rápido quanto possível.

Conclui assim Solange Burri.

Fonte: Dica

Vídeo sobre o dia mundial da alimentação