CONTRACEPÇÃO HORMONAL ORAL

TIPOS
Contraceptivo Oral Combinado (COC): contém etinil-estradiol e um progestagénio. Pode ser monofásico, bifásico ou trifásico
Progestativo Oral (POC): contém só progestagénio

CONTRACEPTIVO ORAL COMBINADO (COC)
Os contraceptivos orais combinados comercializados actualmente contêm doses reduzidas de hormonas, pelo que podem ser utilizados pela generalidade das mulheres, desde a adolescência até a menopausa. Não havendo razões médicas que justifiquem outra opção, as mulheres mais jovens, em geral, adaptam-se melhor aos contraceptivos com doses mais elevadas de estrogénios.

EFICÁCIA
Taxa de falha: 0,1 a 1 gravidez em 100 mulheres/ano
Depende da utilização correcta, regular e continuada.

VANTAGENS
Tem elevada eficácia contraceptiva
Não interfere com a relação sexual
Regulariza os ciclos menstruais
Melhora a tensão pré-menstrual e a dismenorreia
Contribui para a prevenção de:
DIP e gravidez ectópica
Cancro do ovário e do endométrio
Quistos funcionais do ovário
Doença fibroquística da mama
Não altera a fertilidade, após a suspensão do método

DESVANTAGENS
Exige o empenho da mulher para a toma diária da pílula
Não protege contra as ITS, nomeadamente SIDA e Hepatite B
Pode afectar a quantidade e a qualidade do leite materno quando usado durante a amamentação

CONTRACEPTIVO ORAL COM PROGESTAGÉNIO (POC)

EFICÁCIA
0,5 a 1,5 gravidezes em 100 mulheres/ano
Depende da utilização correcta, regular e continuada.

VANTAGENS
Tem elevada eficácia contraceptiva
Pode ser utilizado em algumas situações onde os estrogénios estão contra-indicados
Não parece modificar a quantidade ou a qualidade do leite materno, podendo ser utilizado durante o período da amamentação
Pode contribuir para a prevenção da doença fibroquística da mama, da DIP, do cancro do ovário e do endométrio
Não altera a fertilidade, após a suspensão do método

DESVANTAGENS
Exige o empenho da mulher para a toma diária da pílula
Não protege contra as ITS, nomeadamente SIDA e Hepatite B
Associa-se com irregularidades do ciclo menstrual
Os erros na toma podem resultar em gravidez mais facilmente do que com o COC

INÍCIO DO MÉTODO

COC:
Iniciar preferencialmente no 1º dia do ciclo ou até ao 5.º dia da menstruação, não necessitando, nestas circunstâncias, de outro método contraceptivo complementar. Em casos particulares, a pílula pode ser iniciada em qualquer dia do ciclo (desde que haja a segurança de que a mulher não está grávida), devendo ser utilizado um método adicional nos primeiros 7 dias.
Tomar o comprimido diariamente e à mesma hora, durante 21 dias.
Interromper 7 dias. Recomeçar nova embalagem.

POC:
Iniciar preferencialmente no 1º dia do ciclo, ou até ao 5.º dia da menstruação, não necessitando, nestas circunstâncias, de outro método contraceptivo complementar. Em casos particulares, a pílula pode ser iniciada em qualquer dia do ciclo (desde que haja a segurança de que a mulher não está grávida), devendo ser utilizado um método adicional nos primeiros 7 dias (após 2 dias de toma do POC, já se verifica a sua acção sobre o muco cervical).
Tomar o comprimido diariamente e à mesma hora, recomeçando uma nova embalagem, sem interrupção.

ESQUECIMENTO

COC
Quando o esquecimento da toma de 1 comprimido no horário habitual não ultrapassa as 12 horas, convém tomá-lo de imediato, mantendo a toma correspondente a esse dia; neste caso, não é necessário contracepção suplementar.
Quando o esquecimento for além de 12 horas, deixar o comprimido que foi esquecido, continuar a tomar a pílula, utilizando, durante 7 dias outro método associado (preservativo ou espermicida).
Existe maior risco de gravidez se o esquecimento do COC ocorrer no início de nova embalagem (por ex. recomeçar 2 ou 3 dias mais tarde); se nos 5 dias anteriores tiver havido relação sexual, considerar a utilização de contracepção de emergência. Utilizar outro método associado, durante 7 dias.

POC
O aconselhamento deve ser feito da mesma forma. Apesar dos métodos com progestativo actuarem no muco cervical ao fim de 48 horas, a inibição da ovulação só fica estabelecida ao fim da toma de 7 comprimidos (facto que permite atingir o máximo efeito contraceptivo para o método).

PRECAUÇÕES
No caso de um episódio grave de diarreia ou vómitos, deve ser sempre associado outro método contraceptivo que deverá ser mantido durante 7 dias após desaparecimento daqueles sintomas. Quando aquela situação ocorrer durante a toma dos últimos comprimido do blister, pode ser aconselhável iniciar nova embalagem sem efectuar os 7 dias habituais de pausa.

CONTRACEPÇÃO HORMONAL COMBINADA – ADESIVO

Requer a utilização contínua de um pequeno adesivo (sistema transdérmico) aplicado na pele

TIPOS
Evra – Sistema transdérmico, ( adesivo ) de 20cm2, absorção transdérmica para a corrente sanguínea, sem a primeira passagem de metabolização hepática

EFICÁCIA
Ainda há pouca informação disponível. Os ensaios clínicos sugerem que a eficácia poderá ser igual à dos COC, se a utilização for consistente e a substituição do sistema for efectuada atempadamente. A eficácia diminui em mulheres com peso superior a 90 kg.

VANTAGENS
Não interfere com a relação sexual e não necessita de motivação diária
Após a suspensão do método, o retorno à fertilidade é imediato
Embora ainda não exista evidência disponível, os estudos realizados parecem indicar que os mesmos benefícios e vantagens reconhecidos aos COC se aplicam ao sistema transdérmico.

MODO DE UTILIZAÇÃO
Iniciar o método até ao 5.º dia da menstruação, aplicando o adesivo nas nádegas, dorso, abdómen ou noutro local limpo e seco. Não deve ser colocado sobre os seios, em zonas eritematosas da pele ou com escoriações.
Retirar e substituir o adesivo a cada 7 dias, durante 3 semanas, seguindo-se uma semana de intervalo sem a sua aplicação. Para evitar irritação da pele, os adesivos não devem ser colocados sempre no mesmo local.
Durante a semana de utilização, o adesivo nunca deve ser retirado, nem mesmo durante o banho. Quando não se verifique a aderência total à pele, o adesivo deve ser substituído.
Nunca ultrapassar 7 dias para substituir um adesivo por outro.

ESQUECIMENTO
Semana 1 (o 1º adesivo não foi colocado no dia previsto):
-Aplicar novo adesivo de imediato, iniciando-se um novo ciclo
-Usar contracepção suplementar durante 7 dias
-Se o atraso no início do novo ciclo for superior a 3 dias e, tiver havido relações sexuais vaginais não protegidas, deve ser considerada a utilização de Contracepção de Emergência.
Semana 2 ou 3 (o adesivo não foi substituído no dia correcto):
-Esquecimento inferior a 48 horas- aplicar um novo adesivo de imediato, manter o dia previsto para a substituiçao seguinte
-Esquecimento inferior a 48 horas- aplicar um novo adesivo de imediato. Inicia-se um novo ciclo
-Usar contracepção suplementar durante 7 dias
O adesivo não foi retirado no fim do ciclo:
-Retirar o adesivo e colocar um novo, no dia previsto

CONTRACEPÇÃO HORMONAL COMBINADA – ANEL VAGINAL

Requer a utilização continuada de um anel flexível na vagina

TIPOS
Nuvaring – Anel flexível e transparente de acetato de vinil etileno, absorção através da mucosa vaginal para a corrente sanguínea, sem a primeira passagem de metabolização hepática.

EFICÁCIA
A informação sobre a eficácia ainda é limitada. Os ensaios clínicos sugerem que poderá ser
semelhante à dos COC, se a utilização for consistente e a substituição do anel for atempada.

VANTAGENS
A utilização é prática; não interfere com a relação sexual e não necessita de motivação diária
Após a suspensão do método, o retorno da fertilidade é imediato
Há evidência de que, em mulheres saudáveis, o anel não altera a flora vaginal. Os estudos realizados sugerem que a sua utilização não agrava as lesões intraepiteliais de baixo grau do colo do útero
Embora ainda não exista evidência disponível, os estudos realizados parecem indicar que os benefícios e vantagens reconhecidos aos COC se aplicam ao anel vaginal

DESVANTAGENS
As Informações disponíveis sobre este método são, ainda, limitadas

MODO DE UTILIZAÇÃO
Iniciar o método até ao 5.º dia da menstruação, introduzindo o anel profundamente na vagina.
Retirar o anel ao final de 3 semanas. Segue-se um intervalo livre de 7 dias ao fim do qual deve ser introduzido um novo anel. Se houver esquecimento e o anel só for retirado na 4ª semana de utilização, não é necessário nenhum cuidado contraceptivo suplementar.
O anel pode ser usado em simultâneo com preservativo ou lubrificante.

ADVERTÊNCIAS
Se a mulher o desejar, o anel pode ser retirado antes da relação sexual. Neste caso, ou se o anel tiver sido expulso, deve ser lavado com água, fria ou morna, e recolocado.
Não é necessário retirá-lo para o exame ginecológico.
O anel nunca deve ser retirado por mais de 3 horas
-Semana 1 ou 2 (anel retirado por mais de 3 horas):
-Recolocar o anel de imediato
-Usar contracepção suplementar durante 7 dias
Semana 3 (anel retirado por mais de 3 horas):
-Colocar um novo anel de imediato, recomeçando um novo ciclo
-Usar contracepção suplementar durante 7 dias
Atraso na colocação de um novo anel:
-Colocar um novo anel de imediato, recomeçando um novo ciclo
-Usar contracepção suplementar durante 7 dias
Anel colocado mais do que 4 semanas:
-Colocar um novo anel de imediato, recomeçando um novo ciclo
-Usar contracepção suplementar durante 7 dias
Se o atraso no início do novo ciclo for superior a 3 dias, e tiver havido relações sexuais vaginais não protegidas, considerar a utilização de Contracepção de Emergência.

CONTRACEPÇÃO HORMONAL – INJECTÁVEL

EFICÁCIA
Depende da correcta utilização
0,0 a 1,3 gravidezes por 100 mulheres/ano

VANTAGENS
A utilização é prática; não interfere com a relação sexual e não necessita de motivação diária como os CO
Não tem os efeitos secundários dos estrogénios
Pode ser usada durante o aleitamento, preferencialmente a partir da 6.ª semana pósparto, não interferindo com a quantidade e a qualidade do leite materno
A amenorreia que provoca pode ser útil em situações de anemia crónica ou discrasias sanguíneas. Estimula a eritropoiese, aumentando os níveis de hemoglobina
Diminui o risco de DIP, gravidez ectópica, mioma uterino e carcinoma do endométrio
Não tem efeitos significativos sobre os factores de coagulação, a fibrinólise, a pressão arterial ou a função hepática
Melhora algumas situações patológicas como a endometriose, a anemia de células falciformes (diminui as crises) e a epilepsia
Não tem efeitos teratogénicos

DESVANTAGENS
Em regra, os injectáveis provocam irregularidades do ciclo menstrual, que podem variar de spotting a amenorreia. A hemorragia grave é um acontecimento raro.
Pode haver atraso de alguns meses no retorno à fertilidade. Não há evidência de compromisso definitivo da fertilidade
Verifica-se, em média, um aumento de peso de 1-2 kg/ano. Em algumas mulheres pode aumentar o apetite, o que pode conduzir, eventualmente, ao aumento de peso. É útil a sugestão de uma alimentação correcta e de exercício físico
Pode causar, em certas mulheres, cefaleia, mastodínia, acne, queda de cabelo e diminuição do desejo sexual
Durante o período de utilização há uma diminuição da densidade óssea, quando comparada com não utilizadoras. Existe, no entanto, evidência de que a mulher recupera a massa óssea quando suspende o método. Não está claro se o uso de DPMA por adolescentes interfere, ou não, com o atingir do pico de massa óssea, que ocorre nesta fase.

MODO DE UTILIZAÇÃO
Uma injecção intramuscular profunda, até ao 7.º dia do ciclo e repetida de 12 em 12 semanas. No pós-parto e pós-aborto, a injecção pode ser feita em qualquer data ao longo do 1.º mês (ou mais tarde, desde que se exclua a gravidez). Durante o aleitamento materno, a administração deve ser feita, preferencialmente, a partir das 6 semanas pós-parto.

CONTRACEPÇÃO HORMONAL – IMPLANTE

É muito eficaz, segura e reversível
De longa duração, não exige o compromisso diário da mulher
Pode ser usada em qualquer idade
Não tem os efeitos colaterais do estrogénio
O retorno à fertilidade é imediato após a remoção do implante
Não tem efeitos teratogénicos
Pode provocar irregularidades menstruais que variam entre o spotting e a amenorreia
Não protege das ITS

TIPOS
Implanon –  O progestativo é libertado lentamente e o efeito porlonga-se durante 3 anos.

EFICÁCIA
0 a 0,07 gravidezes por 100 mulheres/ano

VANTAGENS
A utilização é prática e o efeito de longa duração
Não interfere com a relação sexual e não necessita de motivação diária como a CO
Não tem os efeitos secundários dos estrogénios
Não interfere com o aleitamento
Melhora a dismenorreia

DESVANTAGENS
Em regra, verificam-se irregularidades do ciclo menstrual, que podem variar entre “spotting” e amenorreia.
Algumas mulheres referem um ligeiro aumento de peso
Pode ocorrer cloasma, cefaleia, náuseas, mastodínia e variações de humor
Pode verificar-se o aparecimento de quistos foliculares nos ovários (geralmente não exigem tratamento) Necessita de um profissional treinado para a inserção e remoção
É relativamente dispendioso

MODO DE UTILIZAÇÃO
A inserção e a remoção do implante são procedimentos simples, mas que devem ser executados por um profissional treinado para o efeito. Se na unidade de cuidados primários não houver um profissional treinado, a mulher que deseje a inserção do implante contraceptivo deve ser referenciada para a consulta de planeamento familiar do respectivo hospital de apoio perinatal.

A inserção deve ser efectuada, preferencialmente, até ao 5.º dia do ciclo e, neste caso, não necessita de contracepção suplementar. Pode, no entanto, ser feita em qualquer altura do ciclo, desde que se exclua a possibilidade de uma gravidez e que seja aconselhado o uso simultâneo de outro método, durante 7 dias
Imediatamente após um aborto ou um parto, quando a mulher não amamenta. Caso se inicie o aleitamento materno, o implante deve ser colocado, preferencialmente, na 6ª semana do pós-parto. Quando o implante é inserido mais tarde, deve ser aconselhado o uso de outro método durante 7 dias
Imediatamente após o último comprimido de CO ou no dia em que deveria repetir o injectável. Não necessita de contracepção suplementar
Pode surgir dor ou edema ligeiros no local da colocação do implante. Complicações mais graves, após os procedimentos de inserção e remoção, são raras.

Quando pode ser retirado o implante?
Em qualquer momento. Se não se pretende uma gravidez, deve ser iniciado de imediato outro método contraceptivo

DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU)

EFICÁCIA
0,1 a 2 gravidezes em 100 mulheres ano
A eficácia é maior nas mulheres com filhos e nas menos jovens.

VANTAGENS
A acção do DIU não depende da mulher; assim, a sua eficácia teórica é muito semelhante à eficácia prática
Requer um único acto de motivação para um efeito de longa duração
Não tem efeitos sistémicos (com excepção dos DIU com conteúdo hormonal)
Não interfere no acto sexual
Não interfere com a amamentação
Pode permanecer no útero por muitos anos
Pode ser utilizado por mulheres em qualquer idade
O retorno aos níveis anteriores de fertilidade é imediato após a extracção do DIU

DESVANTAGENS
Necessita de profissional treinado para a sua colocação
Pode contribuir para o aparecimento de anemia nas situações em que as reservas de ferro estão diminuídas (não se verifica com o Mirena)
Se ocorrer uma ITS em utilizadoras do DIU, há mais probabilidade de evoluir para DIP
Quando inserir o DIU?
Preferencialmente, nos primeiros 12 dias do ciclo, ou em qualquer dia, excluída a possibilidade da existência de gravidez. Não necessita de contracepção suplementar
Quando há dúvidas quanto à possibilidade de gravidez, o DIU não deve ser colocado na semana que antecede a menstruação
Imediatamente após uma interrupção cirúrgica de gravidez com menos de 12 semanas
4 a 6 semanas após o parto ou o aborto tardio
Um segundo DIU pode ser colocado imediatamente em substituição de outro que foi retirado
O DIU pode ser utilizado como contracepção de emergência, até 5 dias após a relação sexual desprotegida (avaliar o risco de ITS)
Em qualquer momento, quando houver utilização regular e consistente de contracepção hormonal

PRESERVATIVO MASCULINO

O preservativo, além de evitar a gravidez, diminui o risco de contrair ITS
A eficácia depende da utilização correcta e sistemática. Quanto mais frequente for a utilização, maior será a experiência no uso correcto e maior será a eficácia
Pode ser utilizado com outro método contraceptivo para a prevenção das ITS e, como coadjuvante, na protecção contra a gravidez
Quem utiliza preservativo deve ser informado/a sobre a possibilidade de recurso à contracepção de emergência

EFICÁCIA
5 a 10 gravidezes em 100 mulheres/ano

VANTAGENS
Protecção contra as ITS e suas consequências
Ausência de efeitos sistémicos
Não necessita de supervisão médica
Fomenta o envolvimento masculino na contracepção e na prevenção das ITS
Pode contribuir para minorar situações de ejaculação precoce

DESVANTAGENS
Embora raro, podem ocorrer manifestações alérgicas ligadas ao látex ou ao lubrificante
Se não for usado correctamente, pode romper durante o coito ou ficar retido na vagina
Pode interferir negativamente com o acto sexual

MODO DE UTILIZAÇÃO
Abrir a embalagem com cuidado para não danificar o preservativo
Colocar o preservativo no início do acto sexual, com o pénis em erecção e antes de qualquer contacto pénis-vagina
Aplicar o preservativo sobre a glande, assegurando-se de que o reservatório não fica insuflado; empurrar o anel do preservativo, desenrolando-o até a base do pénis
Retirar logo após a ejaculação. Dar um nó na extremidade aberta do preservativo e deitar fora num local conveniente. Utilizar preservativos com depósito na extremidade. Conservá-los ao abrigo do calor e da humidade. Utilizar uma única vez
É importante discutir, também, a capacidade e as técnicas de negociar a utilização do preservativo com o/a parceiro/a

PRECAUÇÕES

Se for necessário o uso de lubrificantes, não utilizar os oleosos, como vaselina ou Visco-gel; utilizar lubrificantes aquosos, como o Play gel ou KY-gel. A utilização simultânea de cremes vaginais contendo Miconazol ou Econazol pode danificar o preservativo.

PRESERVATIVO FEMININO*

EFICÁCIA
5 a 15 gravidezes em 100 mulheres/ano, dependendo da correcção e consistência do uso

VANTAGENS
Diminui o risco de contrair ITS e suas consequências (DIP, infertilidade e cancro do colo do útero)
Ausência de efeitos sistémicos
Pode ser colocado em qualquer momento antes da penetração do pénis; não é necessária a retirada imediata do pénis após a ejaculação
Pode ser mais fácil de utilizar, do que o masculino, em casos de disfunção eréctil
É mais resistente que o preservativo masculino

DESVANTAGENS
Dificuldade na utilização
É mais dispendioso que o preservativo masculino

MODO DE UTILIZAÇÃO
Segurar no preservativo estreitando o anel interior com os dedos indicador e polegar. Com a outra mão, afastar os pequenos lábios enquanto introduz o preservativo profundamente na vagina; assegurar-se que o anel exterior permanece fora da vagina, cobrindo os pequenos lábios.
Utilizar uma única vez.

DIAFRAGMA*

EFICÁCIA
6 a 16 gravidezes em 100 mulheres/ano, dependendo da correcção e consistência do uso

VANTAGENS
Diminui o risco de DIP
Ausência de efeitos sistémicos
Não interfere com o acto sexual, podendo ser inserido até 24 horas antes do mesmo

DESVANTAGENS
Dificuldade na utilização
O uso deve ser associado ao de um espermicida
Necessita de um profissional treinado para avaliar o tamanho do diafragma

* O preservativo feminino e o diafragma não se encontram, actualmente, disponíveis com facilidade no mercado português. No entanto, como são métodos comercializados noutros países e pode haver mulheres que os utilizem, são aqui abordados.

MODO DE UTILIZAÇÃO
Antes de colocar o diafragma, verificar o seu estado de conservação.
A mulher deve segurar o diafragma com uma das mãos, estreitando o aro com os dedos indicador e polegar. Com a outra mão, mantém afastados os pequenos lábios enquanto introduz o diafragma na vagina. O diafragma deve cobrir o cérvix e não deve causar qualquer incómodo. Aconselha-se a associação de um espermicida que é colocado no interior e à volta do aro do diafragma, antes de cada utilização. Não retirar o diafragma antes de 6 a 8 horas após a relação sexual, nem efectuar irrigações vaginais nesse período. Após cada utilização, deverá ser lavado e mantido seco. O diafragma só poderá permanecer colocado até ao máximo de 24 horas devido à possibilidade de ocorrência de infecções.39

ESPERMICIDA

A eficácia depende da utilização correcta e sistemática, preferencialmente em associação com outro método
Pode ser utilizado como coadjuvante de outros métodos contraceptivos
Oferece alguma protecção contra as ITS e suas consequências (embora muito menos que o preservativo)
Os espermicidas não são teratogénicos

TIPOS
Os espermicidas podem ser apresentados sob a forma de creme, espuma, esponja, cones ou comprimidos vaginais

EFICÁCIA
18 a 30 gravidezes em 100 mulheres/ano, quando utilizados isoladamente

VANTAGENS
Não tem efeitos sistémicos
A utilização é fácil e não necessita de supervisão clínica
Pode aumentar a lubrificação vaginal (cremes e cones)

DESVANTAGENS
Baixa eficácia
Pode provocar reacções alérgicas ou irritativas na mulher ou no homem
Interfere com a relação sexual, se não for inserido com antecedência
Alguns espermicidas devem ser colocados na vagina pelo menos 10 minutos antes da ejaculação (comprimidos, cones)

MODO DE UTILIZAÇÃO
Introduzir o espermicida profundamente na vagina.
O intervalo entre a aplicação do espermicida e a relação sexual pode ir até 60 minutos.
Sempre que ocorra nova relação sexual, deverá ser feita uma aplicação adicional de espermicida.
Nas 6 horas seguintes ao acto sexual, não deverão ser efectuados duches vaginais.
Alguns espermicidas, principalmente cones, devem ser guardados em locais frescos.

MÉTODOS DE CONHECIMENTO DO PERÍODO FÉRTIL
OU DE AUTO-OBSERVAÇÃO

Implica conhecer as modificações fisiológicas ao longo do ciclo menstrual e cumprir as regras do método específico escolhido
Requer a cooperação dos dois parceiros. O casal terá de concordar com a abstenção de relações sexuais vaginais nos dias férteis
Não tem efeitos colaterais nem risco para a saúde
Não protege das ITS
Estes métodos implicam um período de acompanhamento em que a mulher aprende a identificar a fase potencialmente fértil. São também conhecidos como métodos de “abstinência periódica”
Os casais que optam por estes métodos precisam de estar muito motivados e desenvolver competências para os utilizar com eficácia

TIPOS
Métodos com base no calendário (Ogino-Knauss)
Métodos baseados na observação de sinais e sintomas
Método da temperatura basal (MTB)
Método do muco (Billings)
Método sintotérmico (MTB+Billings)

EFICÁCIA
2 a 25 gravidezes em 100 mulheres por ano
Depende do método escolhido e da consistência e correcção com que é usado
A eficácia é maior quando se opta por uma combinação destes métodos associada à abstinência de relações sexuais vaginais no período fértil

VANTAGENS
Não tem efeitos colaterais, nem riscos para a saúde
Ajuda a mulher a conhecer melhor o seu corpo
É imediatamente reversível
Pode ser utilizado para evitar gravidez ou para engravidar, de acordo com o desejo do casal
Permite a alguns casais estar de acordo com as suas normas culturais ou religiosas

DESVANTAGENS
Pode requerer um longo período de abstinência
Geralmente são necessários pelo menos 3 a 6 ciclos para aprender a identificar o período fértil
Difícil de utilizar quando em presença de ciclos irregulares como por exemplo na adolescência, climatério, durante o puerpério e amamentação
É necessária uma observação cuidada das modificações fisiológicas do corpo da mulher e o registo diário dos dados
Não protege das ITS

MÉTODOS COM BASE NO CALENDÁRIO

O período fértil é calculado com base nas premissas:
a mulher tem uma ovulação por mês, 14 dias antes da menstruação seguinte
o óvulo é viável entre 1 a 3 dias após a ovulação e o espermatozóide pode ser fecundante 3 a 5 dias após a ejaculação
Considerando a duração dos ciclos menstruais anteriores (pelo menos 6 ciclos), calcula-se o período fértil, subtraindo 11 dias ao número de dias do ciclo mais longo e 18 dias ao número de dias do ciclo mais curto.
Exemplo:
1.Se o ciclo mais curto dos últimos 6 meses foi de 27 dias: 27-18= 9

2.Se o ciclo mais longo dos últimos 6 meses foi de 31 dias: 31-11= 20

Neste caso o período fértil situar-se-á entre o 9º e o 20º dia, inclusive.
Se o casal tiver relações sexuais vaginais nesses dias deverá associar outro método como por exemplo o preservativo. Se o casal decidir utilizar, neste período, o coito interrompido ou os espermicidas, deve ser prevenido da baixa eficácia destes métodos.

MÉTODOS BASEADOS NA AVALIAÇÃO DE SINAIS E SINTOMAS

Não há restrições médicas à utilização destes métodos, embora algumas condições possam dificultar ou inviabilizar a sua utilização.
São necessárias precauções adicionais na utilização destes métodos, nas seguintes situações:
Aborto recente
Logo após a menarca e no climatério
Situações crónicas que alterem a temperatura basal
Infecções vaginais
Aleitamento materno
A utilização do método deve ser adiada quando se verifique:
Parto recente (iniciar apenas quando as secreções vaginais retomarem a normalidade)
Hemorragia vaginal anormal, sem diagnóstico conhecido
Situações clínicas agudas que alteram a temperatura corporal (para o MTB e sintotérmico)
Utilização de drogas que afectam as secreções vaginais, a temperatura basal ou atrasam ovulação: ansiolíticos (excepto benzodiazepinas), antidepressivos, antipsicóticos, antihistamínicos, anti-inflamatórios não esteróides, aspirina, paracetamol ou o uso continuado de antibióticos.

MÉTODO DA TEMPERATURA BASAL (MTB)
Este método tem como fundamento o aumento verificado na temperatura basal, após a ovulação, provocado pela progesterona e que define a segunda fase do ciclo.

MODO DE UTILIZAÇÃO

A mulher deve avaliar a sua temperatura em repouso, antes de se levantar e registá-la. Deve fazê-lo diariamente à mesma hora e sempre no mesmo local (vaginal, rectal ou oral).
Os registos apresentam habitualmente pequenas oscilações dos valores da temperatura ao longo do ciclo, no entanto, no dia da ovulação verifica-se um aumento 0,3 a 0,8ºC (geralmente precedido de uma ligeira descida) e que se mantém até ao início da menstruação seguinte.
Este método só identifica o fim do período fértil, pelo que deve haver abstinência de relações desde a menstruação até ao 3º dia de temperatura “elevada” mantida, após o que terá sido ultrapassado o período fértil, e poderá haver relações sexuais vaginais sem risco de gravidez, até à menstruação seguinte.

MÉTODO DO MUCO CERVICAL (BILLINGS)

As características do muco cervical variam ao longo do ciclo, aumentando em volume e elasticidade (filância) no período peri-ovulatório.
O período fértil inicia-se no 1º dia em que o muco se torna filante e transparente, prolongando-se pelo menos 3 dias após a filância máxima.

MODO DE UTILIZAÇÃO
A mulher deve observar, diariamente, o muco cervical, retirando-o da vagina com dois dedos ou um toalhete de papel.
Na fase não fértil o muco tem pouca elasticidade quando distendido entre os dois dedos. No período de fertilidade máxima a elasticidade pode atingir os 15 a 20 cm.
É a observação diária do muco, e a evolução das suas características, que permitirá à mulher identificar os dias férteis, durante os quais não deverá ter relações sexuais vaginais desprotegidas.
Podem levar a uma interpretação incorrecta do muco:
a existência de corrimento devido a infecção cervical ou vaginal
a presença de ejaculado

MÉTODO SINTOTÉRMICO

A mulher identifica os dias férteis e inférteis relacionando os métodos da temperatura basal e do muco cervical. Pode associar outros sinais de fertilidade, como a tensão mamária ou a “dor ovulatória”. O período fértil inicia-se logo que sejam avaliáveis secreções vaginais, terminando no 4º dia após filancia máxima do muco cervical e depois de ultrapassado o 3º dia de subida de temperatura basal.

Nota: Existem pequenos equipamentos que facilitam a identificação do período fértil da mulher e que podem ser adquiridos em farmácias. Embora já disponíveis em situações de apoio à fertilidade, a sua utilização e fiabilidade como métodos para a contracepção não estão ainda suficientemente estudados. (microscópios de bolso, computador de bolso, teste monoclonal)

CONTRACEPÇÃO CIRÚRGICA

A laqueação de trompas e a vasectomia são métodos contraceptivos para mulheres e homens que não desejam ter mais filhos
São muito eficazes, cómodos e permanentes
Qualquer dos procedimentos é simples e pode ser efectuado com anestesia local
Não são conhecidos efeitos colaterais a longo prazo
Não tem efeitos negativos sobre o desejo e a resposta sexual
A vasectomia só é efectiva 20 ejaculações, ou 3 meses, após a cirurgia
Não protege das ITS

LAQUEAÇÃO DE TROMPAS

EFICÁCIA
0,5 a 1,8 gravidezes em 100 mulheres/ano
Depende do método utilizado. A laqueação pós-parto é um dos métodos mais eficazes, ao contrario dos anéis ou “clips”

VANTAGENS
Um único procedimento permite uma contracepção segura, eficaz e definitiva
Não tem efeitos colaterais ou riscos para a saúde, a longo prazo
Pode melhorar o desejo e a resposta sexual, uma vez que elimina o receio de uma gravidez não desejada
Não interfere com a amamentação
Pode ser realizada no pós-parto, aproveitando o mesmo período de internamento
Em alguns serviços pode ser realizada em regime de ambulatório

DESVANTAGENS
Requer exame físico e um procedimento cirúrgico por profissional treinado
Reverter o método é difícil, caro e não disponível em todos os serviços
Podem surgir algumas complicações imediatas (embora raras) como infecção ou hemorragia, lesão de órgãos internos e acidentes anestésicos
Quando comparada com a vasectomia, a laqueação de trompas é um procedimento mais dispendioso e que apresenta mais risco de complicações
Nos casos raros de falha do método, há maior risco de gravidez ectópica do que quando a mulher não utiliza um método contraceptivo
Nota: A gravidez é rara entre as mulheres submetidas à laqueação de trompas. No entanto, se ocorrer uma gravidez é mais provável que se trate de uma gravidez ectópica. A gravidez ectópica é uma emergência e deve ser referenciada imediatamente.

VASECTOMIA

É um procedimento cirúrgico simples e rápido. Não é uma castração, não afecta os testículos e não provoca impotência. Após a fasectomia, continua a haver ejaculação, apesar do ejaculado não conter espermatozoides

EFICÁCIA
0,15 gravidezes por 100 homens/ano

VANTAGENS
Um único procedimento permite uma contracepção segura. Eficaz e definitiva
Não interfere com o acto sexual
Não tem efeitos colaterais ou riscos para a saúde, a longo prazo
Pode melhorar a satizfaçao sexual, uma vez que elimina o receio de uma gravidez não desejada
Pode ser realizada com anestesia local
Quando comparada com a laqueação de trompas, é ligeiramente mais eficaz e segura, mais simples de realizar e mais barata
A eficácia pode ser avaliada a qualquer momento

DESVANTAGENS
Requer exame físico e um procedimento cirúrgico por profissional treinado
Reverter o método é difícil, caro e não disponível em todos os serviços
Podem surgir algumas complicações imediatas (embora raras) como infecção ou hemorragiaou hematoma do escroto
Dor e edema do escroto são comuns na primeira semana do pos operatório
Não é imediatamente eficaz.
Não protege contra as DST

CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA (CE)

A CE é o único método que pode ser utilizado após a relação sexual, para prevenir a gravidez
A CE poderia prevenir a maior parte das gravidezes não desejadas que ocorrem, se um maior número de mulheres tivesse acesso a essa opção
Reduzindo o número de gravidezes não desejadas, a CE pode diminuir o número de interrupções da gravidez por opção da mulher
Existe evidência científica de que a CE é eficaz e segura, para todas as mulheres
Não é abortiva. Não tem efeitos teratogénicos
O recurso à CE pode ser uma oportunidade privilegiada para o início de um método contraceptivo continuado e eficaz
As contra-indicações para a CO continuada não se aplicam na CE
A CE é um recurso importante para a mulher que, não desejando engravidar, teve uma relação sexual não protegida ou um acidente contraceptivo.

MODO DE ACÇÃO
A CE actua primariamente retardando ou inibindo a ovulação
A CE não é efectiva se a mulher já estiver grávida

EFICÁCIA
A eficácia é tanto maior quanto mais precocemente for efectuada a toma
2 gravidezes em cada 100 mulheres que utilizam o método de Yuzpe
1 gravidez em cada 100 mulheres que utilizam a CE com progestativo
O risco de gravidez é 4-8 vezes superior quando não se utiliza a CE

EFEITOS COLATERAIS
Náuseas, vómitos, Spotting, tensão mamária, cefaleias, tonturas e fadiga – Não são significativas e desaparecem em 24 horas.

MODO DE UTILIZAÇÃO
Embora a CE possa ser utilizada até 5 dias após uma relação sexual não protegida, a sua toma deve ser efectuada o mais precocemente possível.
A CE previne apenas a ocorrência de gravidez resultante de um acto sexual ocorrido nos 5 dias anteriores; não previne a gravidez que possa resultar de uma relação sexual posterior à toma da CE (mesmo que no dia a seguir). O retorno à fertilidade é imediato, devendo por isso ser fornecido outro método contraceptivo
De acordo com a legislação em vigor, todas as unidades de saúde devem ter disponíveis embalagens de CE nas consultas, atendimentos permanentes e serviços de urgência de modo a poder fornecê-los de imediato

CONTRACEPÇÃO NO PÓS-PARTO

O espaçamento entre os nascimentos traz benefícios para a saúde da mulher e da criança
A utilização de contracepção pós-parto deve ser discutida durante o período pré-natal
Na mulher que não amamenta, o retorno à fertilidade ocorre cerca de 4 semanas após o parto
O intervalo entre as gravidezes é um factor determinante da morbilidade e mortalidade perinatal, infantil e materna, havendo evidência de que um intervalo inferior a 2 anos tem impacto negativo na saúde das mães e das crianças.

ESCOLHA DO MÉTODO
Diversos factores podem afectar a decisão de escolha do método contraceptivo e têm de ser tidos em conta: o processo fisiológico do puerpério, o retorno da fertilidade, se a mulher está ou não a amamentar em exclusivo e as expectativas do casal quanto ao recomeço das relações sexuais.
A utilização dos contraceptivos hormonais combinados pode diminuir a quantidade e a qualidade do leite podendo, por isso, ter efeitos adversos no crescimento da criança com amamentação exclusiva.
A utilização de contraceptivos hormonais só com progestativo, nas primeiras 6 semanas pósparto, não afecta a qualidade nem quantidade do leite, mas é desconhecido o seu efeito sobre o desenvolvimento hepático e cerebral do recém-nascido, pelo que, sempre que possível, não se recomenda a sua utilização nesse período.
Pesar sempre o risco/benefício duma nova gravidez nesta fase

AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA

Traz benefícios para a mãe e para o bebé
Pode ser eficaz até 6 meses após o parto, se a mulher amamenta em exclusivo e está em amenorreia
Não tem custos directos, nem na contracepção nem na alimentação do bebé
Não protege das ITS
É um método contraceptivo temporário, baseado no efeito natural da amamentação sobre a fertilidade. Amamentar com frequência e com intervalos curtos assegura picos de prolactina, que inibem a ovulação.

EFICÁCIA
1 a 2 gravidezes em 100 mulheres/ano

A utilização da amamentação exclusiva como método contraceptivo requer a coexistência de 3 condições:
A mulher deve permanecer em amenorreia
A amamentação terá de ser exclusiva, ou quase exclusiva (que apenas uma refeição semanal poderá não ser de origem materna), com mamadas diurnas enocturnas; o intervalo entre as mamadas não deve ser superior a 6 horas
A criança deve ter menos de 6 meses de idade

A mulher deve estar informada e ter consigo um outro método para início imediato caso uma das 3 condições deixe de estar presente.

VANTAGENS
Muito eficaz quando estão preenchidos os 3 critérios
Pode ser utilizado como método contraceptivo
A amamentação não pressupõe modificações dos hábitos alimentares da lactante
Ausência de efeitos sistémicos
Económico para o agregado familiar

DESVANTAGENS
Não protege das ITS

Fonte: Saúde Reprodutiva e Planeamento Familiar, nº9 Direcção Geral da Saude, disponível no site http://www.dgs.pt/