Anúncio português de prevenção da doença ganhou primeiro prémio em concurso europeu.

O spot publicitário português “Cinco Razões para não usar preservativo” foi considerado o melhor anúncio governamental europeu de prevenção da sida num concurso internacional, anunciou hoje a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida.

Para o coordenador nacional para a infecção VIH/sida, a atribuição deste prémio é “muito importante” porque demonstra que “é possível fazer campanhas que são reconhecidas como interessantes e importantes, quer do ponto de vista da mensagem, quer do ponto de vista estético e da forma como são realizadas”.

Henrique Barros realçou ainda o facto de o prémio ter sido concedido por um júri internacional, no concurso internacional “European AIDS Video Clip Contest ‘Clip & Klar europe 09′”, dinamizado pelo governo alemão, em que estavam a ser avaliados anúncios da generalidade dos países europeus.

O júri deste concurso foi constituído por um conjunto de profissionais destacados da área cinematográfica, dos média e da prevenção da infecção VIH.

O anúncio premiado de promoção da utilização consistente do preservativo foi exibido nas televisões portuguesas em Outubro de 2007 e conta com a participação de diversas figuras públicas: Vítor Norte, São José Correia, Pacman, Cucha Carvalheiro, Sara Prata, Rita Salema, Bruno Nogueira e Alberto Quaresma.

Henrique Barros adiantou à Lusa que este anúncio é “recordado” e “reconhecido” pelos portugueses, nos inquéritos realizados periodicamente pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida de avaliação da influência das mensagens televisivas, como o “mais relevante do ponto de vista da transmissão da ideia da prevenção”.

Relativamente à infecção da Sida em Portugal, Henrique Barros adiantou que os inquéritos têm indicado que “cada vez é maior a proporção de pessoas que toma medidas preventivas adequadas e que realizam os testes do HIV”, uma medida muito importante para o controlo da infecção.

Segundo o coordenador, os novos casos de infecção têm tendência para diminuir em Portugal, onde a população infectada ronda as 20 mil pessoas.

Fonte: JN